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    2ª Volta ao Mundo de Genuíno Madruga, o 1º português a passar o Cabo de Hornos em solitário e à vela no âmbito de uma viagem de circum-navegação: 25 Ago 2007 - 8 Jun 2009. www.genuinomadruga.com
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    (…) A rádio faz-se ao mar de histórias de todas as águas. A tudo o que o mar dá. Aos sete mares das notícias, ao mar sem fim da História, ao mar das viagens, ao mar da Ciência, ao mar da ficção e ao da aventura. São 17 crónicas de Fernando Alves emitidas pela TSF em 2008/2009. Podcast
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Navegar

~ PRINCÍPIOS BÁSICOS DE NAVEGAÇÃO
~ MANOBRAS BÁSICAS COM UM BARCO À VELA
~ ESCALA DE BEAUFORT E ESCALA DE DOUGLAS
~ PROTOCOLOS DE COMUNICAÇÕES
~ ALFABETO E CÓDIGO DE BANDEIRAS

Princípios básicos de Navegação

A palavra deriva do latim “nave” que significa barco e “agere” que indica movimento, e portanto define exactamente o que queremos expressar, as técnicas e métodos para deslocar a nave de um ponto a outro. Embora não seja o mesmo pilotar um petroleiro que um barco de recreio, os princípios são os mesmos e fundamentam-se nas mesmas leis geométricas e de física mecânica. Devemos saber encontrar a nossa posição num mapa, calcular rumos e direcções, interpretar distâncias e compreender as diferentes formas de medir o tempo.

Nasa

O que é a posição? Saber posicionar-se numa carta é fundamental e para isso utilizamos as coordenadas conhecidas como a latitude e a longitude. Existem muitas posições como a verdadeira, a posição estimada, a posição GPS, ou a que medimos no Radar. Mas a posição também pode ser expressa em função de outra conhecida, indicando que nos encontramos “a 5 milhas de um cabo”. Para encontrar a nossa posição podemos utilizar diversos métodos e ferramentas como por exemplo o compasso.
O que é a direcção? Indica a posição de um ponto referido a outro, sem importar a distância que os separa. Falamos de uma direcção ou rumo para indicar para onde devemos ir para chegar a outro lugar. A direcção mede-se como um medida angular em qualquer dos sistemas de medição de ângulos conhecidos, sendo o mais importante o que divide o circulo em 360° formando secções angulares iguais conhecidas como graus.
O que é a distância? Indica a separação entre dois pontos. Num plano a distância é exactamente o percurso mais curto possível entre esses dois pontos, mas numa esfera como o nosso planeta esta distância é um pouco mais complexa, já que não se trata de uma linha recta mas de um arco ou linha curvada que normalmente mediremos em milhas náuticas ou em kilómetros.
Como se mede o tempo? Sabemos que se mede em segundos o que nos permite expressar a ideia de simultaniedade, ou definir o momento em que os acontecimentos têm lugar. Cada local na terra tem um horário diferente e é fundamental traduzir estas medições de tempo para uma referência comum que nos possibilita comparar e trabalhar com distintas medições do tempo. A medição do tempo tem como referente o momento em que nasce o dia e que dependerá na zona horária em que nos encontremos na terra. Há tempos referentes à hora no meridiano de Greenwich conhecida como GMT, a que utilizamos na Europa conhecida como CET e outras como a UT (Universal Time).

Navegação electrónica

Navegação estimada: se a partir de um ponto conhecido nos afastamos seguindo uma direcção conhecida durante um certo tempo, poderemos estimar a nossa nova posição e representá-la numa carta. Na navegação estimada devemos ter em conta também as correntes e outros desvios que possamos conhecer, de forma a dar maior exactidão à nossa previsão. Para a navegação estimada é necessário manter um rumo de pilotagem o mais exacto possível e medir a velocidade a que fazemos cada troço.
Navegação electrónica: graças a todos os dispositivos electrónicos como GPS, Chart-Plotter, Radar, Loran, sondas e etc podemos conhecer os dados de navegação de forma bastante precisa. Estes sistemas devem ser utilizados mas sem esquecer as formas tradicionais de navegação estimada.
Navegação astronómica: permite conhecer a nossa posição no mar através da relação com o sol e algumas estrelas durante a noite. Com os dispositivos electrónicos torna-se desnecessário este tipo de navegação, mas o seu domínio proporciona segurança perante a possibilidade de falhas nos equipamentos.

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Maonobras básicas com um barco à vela

Rumos ao navegar
Podemos navegar à vela em qualquer direcção excepto directamente contra o vento e até uns 30° ou 40° por cada lado. Se o nosso rumo é muio directo ao vento navegamos “à bolina”. Se o ângulo é mais aberto, e o rumo é de aproximadamente 90° em relação ao vento, navegamos “de través”. Mais francamente a favor do vento, com o vento por trás, navegamos “de popa”.

Navegar de través
A direcção mais fácil de seguir é a perpendicular ao vento e chama-se navegar “de través”. Situe a embarcação perpendicular ao vento; vá caçando a escota até que o extremo da retranca sobressaia um pouco pelo espelho da popa e as velas formem um angulo com o casco de 45° aproximadamente. Se está a utilizar a estai, coloque-o com o mesmo ângulo da vela maior.
Se navega num pequeno veleiro é importante que você e o “proeiro” se coloquem correctamente. Pode saber se estão bem situados se para seguir o rumo tem que mover a cana um pouco para si. Chama-se uma “cana a barlavento” e é uma medida de precaução. Em caso de apuro tem que soltar a cana, o leme centra-se, a proa girará ao vento e a embarcação ficará imobilizada.
Se com o vento de través caça o estai mais do que a vela maior, a proa tem tendência a separar-se do vento. Se pelo contrário caça a maior e folga a genoa, a embarcação tem tendência a aproar-se ao vento.

Mudando de rumo
Quando chegar ao seu destino, se quer regressar ao ponto de partida tem que realizar a manobra designada “cambar”. Esta manobra consiste em girar a proa ao vento e trocar de lado as velas. Dê ordem ao proeiro “pronto para virar” e afaste a cana do vento. A embarcação começará a aproar-se ao vento e então o proeiro folga a escota da genoa, você prepara-se para mudar de amura. Quando o casco estiver contra o vento e as velas estejam a esvaziar-se, passe para o outro bordo e troque de mão a cana e a escota. Está pronto para navegar “de través”. A retranca passa por cima de si, as velas enchem-se, e normalmente não tem que ajustar as escotas se vai seguir o mesmo rumo. O proeiro caça a escota da genoa até formar o mesmo ângulo da vela maior. Esta operação é atrasada até que a embarcação deixe de estar aproada ao vento.

Bordejar; bolinar
Se o ponto que pretende atingir está mais a barlavento, a única forma de lá chegar é “bolinar”. Consiste em navegar em zig-zag, com ângulos fechados em relação ao vento.
Após cada bordada deve virar pela frente. Não meta a cana de forma brusca ou muito aberta: o leme é pouco efectivo quando a mais de 45˚ do eixo longitudinal do casco. Se exagera a abertura, o leme funcionará como travão e não dirige a embarcação.
Quando se está a bordejar contra o vento devemos caçar primeiro a vela maior do que a genoa.

Velejar de popa
Deve orientar a vela formando um ângulo recto em relação ao eixo longitudinal do casco se o vento sopra directamente por trás.
Em geral deve evitar-se a navegação com o vento directamente pela popa para evitar as pancadas violentas (a vela cruza de um lado ao outro rapidamente por uma alteração brusca da direcção do vento), a não ser que siga um rumo em que o veleiro receba o vento na alheta oposta à posição da retranca.
Diz-se navegar de borboleta quando recebendo o vento à popa e utiliza as velas com amuras opostas.

Uma barco à vela não tem travões
Para reduzir a velocidade deve folgar as escotas, de maneira que as velas se esvaziem um pouco do ar. Sem mudar de rumo, com esta manobra consegue-se  diminuir a força impulsionadora das velas e diminuir assim a velocidade. A única forma de imobilizar uma embarcação à vela é orientando a proa contra o vento.

Segurança a Bordo
Os arneses se segurança são muito úteis quando se navega com mau tempo. Utilizar sempre colete salva-vidas homolgado, preferencialmente dos que mantém uma pessoa a flutuar, ainda que inconsciente, com o rosto voltado para cima.
Botas ou sapatos com sola especial anti-deslizante. Roupa segura e adequada para navegação, preferencialmente de lã, pois mesmo quando molhada mantém a temperatura.

Manual da Spinnaker Sailing: na coluna à direita, na caixa DOWNLOAD, pode descarregar em formato PDF uma versão portuguesa deste interessante manual.